Socialização de crianças autistas e robótica

Já falamos aqui que os sinais do Transtorno do Espectro Autista se manifestam, em muitos casos, antes mesmo dos três anos de idade, podendo ocorrer dificuldade da criança na interação social e na comunicação, bem como comportamentos repetitivos e interesses restritos. Para um melhor desenvolvimento das pessoas que estão dentro do TEA, a ciência e, sobretudo, os terapeutas ABA, enfatizam a importância do diagnóstico e da intervenção precoce. A Análise do Comportamento Aplicada tem demonstrado excelentes resultados para crianças com algum desenvolvimento atípico. Aliada à ela, algumas terapias têm sido realizadas para garantir a integração eficaz da pessoa autista em ambientes que podem ser desafiadores, como o familiar e a escola, a exemplo da musicoterapia e o contato com pets. É importante ressaltar que apesar da ludicidade dessas práticas, bem como sua eficácia, o acompanhamento profissional é imprescindível. Além dessas alternativas e, principalmente, como consequência do big data e do avanço tecnológico, percebeu-se que a robótica é mais uma facilitadora na socialização de crianças dentro do TEA, as quais tendem a apresentar maior interação com robôs – estimuladores da comunicação e diversão. Em 1960, o cientista Seymour Papert do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), com o intuito de fortalecer as atividades intelectuais nas crianças, introduziu a robótica no ambiente escolar que, bem sabemos, é desafiador para algumas crianças autistas. A princípio, essa tecnologia foi implementada para auxiliar pessoas com deficiência (PCD ‘s) e, por promover recreatividade e conforto, sua aplicação foi estendida aos transtornos do neurodesenvolvimento. Como os robôs auxiliam na socialização de crianças autistas? Caracterizado enquanto machine learning, isto é, um sistema que modifica o seu comportamento autonomamente a partir de treinamento prévio para melhorar o desempenho de uma tarefa ou tomar a decisão mais apropriada ao contexto, o robô trabalha três aspectos na criança: Sensorial Percepção Interação Nos três níveis, a máquina, que vale ressaltar, é supervisionada por um terapeuta e/ou profissional especializado, realiza atividades que exploram tato, visão, olfato e paladar. Oferece brinquedos; visualiza recursos midiáticos e repete os movimentos robotizados; convida a provar e cheirar alimentos, por exemplo. Nesse processo de aprendizagem, 15 itens comportamentais são observados: Relação com as pessoas. Imitação. Reação Emocional. Uso do Corpo. Uso dos Objetos. Adaptabilidade. Reação Visual. Reação Auditiva. Discriminação Tátil ou Gustativa. Reações Nervosas. Comunicação Vocal. Comunicação Não Vocal. Nível de Atividade. Nível de Resposta. Aceitação Tátil e Gustativa. Em 2014, no Recife, o secretário executivo de Tecnologia da Educação, Francisco Luiz dos Santos, por intermédio do Programa Robótica na Escola, promoveu a inclusão dessas ferramentas no ambiente escolar. Os robôs contam com atividades e planejamentos previamente programados para cada aluno, com o intuito de propiciar coletivismo, autoria, criatividade, autonomia e, no caso de crianças e adolescentes autistas, atuam nas questões referentes à socialização. Apesar dessa intervenção ainda não ter se popularizado, o implemento aliado à práticas integrativas cientificamente comprovadas – a Terapia ABA o implemento trouxe excelentes resultados, ao passo que permitiu o ensino de novas habilidades. Os robôs passaram a entender as necessidades de cada criança e, por intermédio de práticas recreativas, auxiliaram no desenvolvimento da linguagem e socialização.
Autismo e terapia com animais: saiba como o uso de pets pode ser um aliado à Terapia ABA

Definido como um transtorno do neurodesenvolvimento, o autismo, na maioria dos casos, pode se manifestar antes mesmo dos três anos de idade, comprometendo o desempenho cognitivo e interacional da criança. Podendo ser identificado através da dificuldade na interação social, na comunicação e sobretudo, no comportamento do indivíduo que, muitas vezes, passa a ser restrito e repetitivo. Sabe-se que a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) é cientificamente comprovada nos casos de autismo, tendo como objetivo ensinar e aprimorar comportamentos socialmente relevantes. Mas pais e responsáveis também recorrem a outros tipos de intervenção para estimular ainda mais as crianças, como é o caso da já mencionada musicoterapia. Recentemente, pesquisas comprovaram que para além desses meios, a inserção de animais na família e escola – instituições indispensáveis no acompanhamento de pessoas autistas – pode ser muito útil na socialização. Na virada do século, pesquisadores que residem no Canadá e Estados Unidos, perceberam que a maior parte dos familiares e amigos de indivíduos dentro do TEA, declararam que o contato com os animais é benéfico. A princípio utilizados como animais de assistência, os cães – maioria, entre as famílias entrevistadas – sob o codinome “de serviço” cumpriam o papel de acompanhar crianças e adolescentes com demandas especiais, dentre essas o TEA, em lugares públicos e escolas. Pais destacavam a sensação de segurança, independência em lugares públicos e melhorias no comportamento da criança, bem como redução da ansiedade e adaptação à mudança. Os cães eram submetidos às ordens de um adulto, podendo ser os responsáveis legais ou instrutores da escola. Em 2008, Burrows, ao acompanhar cerca de 10 famílias de autistas, percebeu que em 6 meses de um período de 1 ano, as crianças em contato com animais domésticos tendiam a apresentar redução de estresse e ansiedade, aumento da segurança e facilidade na inclusão social. A partir disso, os animais passaram a ser parte integrante nos ciclos familiar e educacional da criança e/ou adolescente diagnosticado com TEA. Mas, afinal, quais os benefícios da terapia com animais? Dentre os avanços percebidos na relação autista-animal, tanto pesquisadores quanto familiares destacaram: Redução da ansiedade. Melhoria no bem estar, trazendo ganhos físicos e emocionais. Aumento na interação social. Aumento nas habilidades de comunicação. Redução de barreiras comportamentais. Diminuição do estresse. Ademais, notou-se que por ser benéfico para o indivíduo dentro do TEA, o contato com Pets impactou todo núcleo familiar, que passou a incluir outros bichos no dia a dia. Apesar de serem maioria entre as famílias, os cães cederam espaço para gatos, pássaros, porquinhos-da-índia e, acima de tudo, cavalos. De acordo com a veterinária Mireille Sabbagh, além de melhorar a comunicação, o desenvolvimento cognitivo e sensorial de crianças autistas, os cavalos auxiliam na interação. Em entrevista para o portal de notícias G1, a especialista afirmou que o convívio com esses animais: “atua na autoconfiança e torna a criança mais sociável e interativa com o mundo à sua volta. Então melhora bastante a capacidade de comunicação”. Precauções a serem tomadas Por mais terapêutica que seja a companhia de um bicho de estimação, vale lembrar que estamos nos referindo a um indivíduo com alto grau de sensibilidade e tendência à irritabilidade na quebra de rotinas. Portanto, alguns passos são importantes para otimizar a relação da criança com o animal. Pergunte sempre à criança se deseja estabelecer contato com o animal. Em caso de recusa, opte por uma adaptação gradativa. Conscientizar sobre a importância do pet, mas também mostrar a relação de membros da família ou amigos com o animal, podem ser alternativas promissoras. Esteja atento às rotinas de alimentação e higienização do animal, bem como o acompanhamento frequente de um especialista em veterinária. Já que em caso de patologia, pode afetar diretamente o elo físico e emocional da criança. Crie o hábito de caminhar e alimentar o animal em conjunto com a criança, fazendo com que participe de forma ativa nessas atividades. Com o movimento, o condicionamento físico e cardiovascular do autista tende a melhorar. Exercite a autonomia da pessoa autista, possibilitando que escolha o tipo e/ou espécie de pet que deseja ter. Lembre-se que não necessariamente o elo com o animal vai trazer benefícios. Por isso, é importante analisar a demanda de cada caso junto ao neuropediatra e profissionais que compõem a equipe da criança. Dessa forma, o aconselhamento do neuropediatra, educador e, principalmente, a supervisão do terapeuta ABA que monitora a intervenção do autista são indispensáveis.
4 ferramentas para musicalização de crianças com TEA

A família da criança dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) está sempre em busca de alternativas para melhorar a qualidade de vida, tanto do autista quanto daqueles que o rodeiam. E por mais que a intervenção fundamentada na Análise do Comportamento Aplicada seja científica e terapeuticamente eficaz, muitas vezes, no âmbito familiar, parece “impossível” replicá-la. Uma parceria feita por pesquisadores da Universidade de Montreal e da Escola de Ciências da Comunicação e Distúrbios da Universidade McGill, definiu a musicoterapia como um recurso promissor. Os estudiosos recrutaram cerca de 51 crianças dentro do TEA, com idades de 6 a 12 anos e, em seguida, dividiram em dois grupos – um com música e outro não. E, ao longo de três meses de acompanhamento, perceberam avanços no desenvolvimento comunicacional do primeiro grupo. O fato foi comprovado pela visualização de exames de ressonância magnética antes e depois da terapia musical. Sabe-se que na criança com TEA é muito comum barreiras comportamentais que dificultam o processo de aprendizagem, tal como a hipersensibilidade e o desconforto na mudança de rotinas. Mas o estudo comprovou que a musicalização afeta diretamente a qualidade de vida e comunicação, já que a relação auditiva e motora é crucial na interação social. De acordo com o neuropediatra do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e autor do livro “Transtorno do Espectro Autista: como lidar”, Abram Topczewski, muitas crianças apresentam predileção pela música, bem como facilidade no manuseio de instrumentos musicais. Mas como a música pode ajudar crianças autistas? Cantar e tocar instrumentos melhora a qualidade de comunicação social das crianças com TEA, visto que conecta regiões auditivas e motoras do cérebro. Facilita a abertura do canal de comunicação vocal e não vocal. Desenvolve habilidades de interação social, como também cognitivas, emocionais e comunicacionais. Reduz comportamentos estereotipados e amplia a criatividade, promovendo satisfação emocional. Sons melhoram o desenvolvimento auditivo. Gestos e danças estimulam a coordenação motora. Canto e imitação de sons fortalecem relações com o mundo real e ambiente diário. Alivia tensões e canaliza sentimentos por causa de sua ludicidade. Para facilitar a promoção desses benefícios, a musicoterapia aplicada ao autismo, hoje em dia, pode se utilizar de computadores, softwares e dispositivos móveis, as TICs – Tecnologias da Informação e Comunicação. E de certo modo, atuar como Tecnologia Assistiva (TA), isto é, usar recursos e serviços para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência física e cognitiva, a fim de promover vida independente e inclusão. Almejando facilitar esse acesso, listamos aqui 4 ferramentas para trabalhar a imersão musical de crianças com autismo: EduMusical: Portal interativo relacionado com música. Através dele, a criança identifica a diferença de sons entre cada instrumento musical, praticando sua audição e percepção musical. Público: crianças e adolescentes. GenVirtual: Ferramenta de Realidade Aumentada (RA) que utiliza objetos do mundo real, mapeados em ambiente virtual. Para jogar, é preciso de uma webcam e imprimir cartas – que representam nota e instrumento musical. Atua estimulando a atenção, concentração e memorização de cores e sons emitidos. Público: pessoas com deficiência física e cognitiva. Magic Piano: Disponível para dispositivos móveis, inclusive IOS e Android, trata-se de um piano virtual. Utiliza bolinhas brilhantes para representar as notas musicais, em interface intuitiva simples que possibilita o usuário a assimilar Tempo, Ritmo e Acordes. Music Spectrum: Permite que o usuário explore um piano virtual e realize atividades cadastradas. Auxilia na intervenção musical para examinar a contribuição dos vários aspectos de cognição, tais como interação e participação. Público: crianças entre cinco e quatorze anos.
11 passos para driblar a seletividade alimentar em crianças autistas

A University of Massachusetts Medical School realizou em 2010 uma pesquisa comprovando que cerca de 67% das crianças dentro do espectro autista, apresentam transtorno ou seletividade alimentar. Já que os problemas de alimentação em crianças autistas são comuns, a preocupação com a dieta e os problemas de comportamentos presentes nas refeições podem gerar impaciência e estresse para familiares e cuidadores. Em texto anterior, elencamos a importância de estar empenhado para lidar com alguns comportamentos que, no dia a dia, aparentam ser desafiadores. Com a comida não é diferente, pois em muitos casos há a dificuldade e/ou recusa da criança de experimentar alimentos novos. Isso se dá, muitas vezes, pelo fato de que, ao comer, as crianças dentro do espectro autista recebem interferência de estímulos sensoriais, podem ter atrasos orais-motores, mas também por se mostrarem presas à rotina. E por que o autista mostra seletividade ao comer? A pesquisa realizada pela University of Massachusetts, constatou que quando em contato com gostos, cheiros e texturas diferentes do habitual, o autista apresenta uma resposta comportamental negativa. Um total de 41,7%, ao contrário das crianças com desenvolvimento típico que rejeitam cerca de 18,9% dos alimentos oferecidos. Para além disso, exibem um repertório alimentar restrito, atentando, em especial, às cores dos alimentos. Ao comer, optam por refeições com cores vibrantes, como o amarelo e avermelhado e, por consequência, deixam de lado as que possuem coloração esverdeada, a exemplo do brócolis. De acordo com pais e responsáveis, outros fatores guiam a seleção do alimento pela criança: TEXTURA (69%). APARÊNCIA (58%). SABOR (45%). CHEIRO (36%). TEMPERATURA (22%). Vale lembrar que outros motivos podem estar associados, bem como o atraso de habilidades motoras orais, que demanda esforço na mastigação; padrões comportamentais, propulsores de insistência na rotina e inflexibilidade; e também doenças gastrointestinais, que causam desconforto, intolerância ou alergia ao se alimentar. Tendo em vista esses obstáculos, podemos entender a seletividade alimentar que rodeia crianças autistas. Já que é no círculo familiar que acontecem a maior parte das refeições, pais e cuidadores podem ficar atentos aos comportamentos alimentares da criança. A intervenção precoce é muito importante nos casos de distúrbios pediátricos da alimentação, incluindo a seletividade alimentar. O analista do comportamento trabalha em parceria com outros profissionais de áreas relacionadas como médico, fonoaudiólogo e nutricionista. A ação de comer corresponde a uma cadeia de comportamentos complexos, que tem várias etapas. A organização do ambiente, a maneira de ofertar o alimento e o treino alimentar tornam a experiência mais agradável para a criança. Afinal, o que fazer para ajudar a criança na aceitação do alimento? Para facilitar a alimentação da criança, alguns passos podem ser seguidos: Estruture a rotina, em especial no que diz respeito à alimentação. Crie um passo a passo para familiarizar a criança com a hora de comer. Por exemplo: colocar a mesa / lavar as mãos / sentar / comer. Evite lanches e aperitivos fora da rotina, evitando perda de apetite. Realize refeições em família. Dessa forma, a criança pode ser movida a experimentar o que as outras pessoas estão a comer. Ofereça alimentos variados, mas não force o consumo. Incentive a comer sozinho. Brinque de “fazer comidinha”. Permita que a criança escolha os utensílios a serem postos na mesa. Questione com qual talher, prato ou copo ela prefere comer. Ao cozinhar, convide para ajudar, seja no lavar um legume ou até mesmo misturar um bolo. Cultive alimentos em horta com a ajuda da criança. Desse modo, ela se familiariza com o que vai ou não comer. Celebre cada alimento novo que a criança comer.
Como entender uma criança autista?

Vale lembrar que é preciso analisar caso por caso, já que dentro do Espectro, a criança apresentar e costumes particulares é, na maioria das vezes, bem comum. O grau de severidade se baseia nos prejuízos da comunicação e interação social, bem como padrões de comportamento restrito, podendo ser leve, moderado ou grave. Cabe às pessoas que fazem parte da família e do círculo social estarem atentas a determinadas características, não somente para estabelecer contato, mas também repassar para um profissional, o qual após o diagnóstico, pode auxiliar a reduzir sintomas e aumentar as chances da criança atingir melhores resultados. Afinal, como entender uma criança autista? Primeiro é importante reconhecer que, dependendo do grau, as pessoas dentro do espectro autista, podem ser capazes de realizar, conforme seu repertório, atividades sociais, sejam no nível educacional, afetivo ou profissional. Portanto, para que você possa entender a criança autista e fazer com que a relação interpessoal se torne mais confortável, confira abaixo algumas dicas: SABER SE COMUNICAR: Ao falar, procure usar uma entonação de forma que a criança compreenda suas emoções, demonstrando que você quer conhecê-la. Faça uso de palavras simples, em sentenças curtas, acompanhadas de bastante expressão corporal. DESPERTAR A ATENÇÃO: Demonstre que você se importa com ela, usando objetos para facilitar sua aproximação. BRINCAR: Use brinquedos que não limitem a criatividade da criança. Lápis de cor, papel, papelão, cola, cartolinas e ludos, por exemplo. CONTAR HISTÓRIAS: Exagere na gesticulação ao contar histórias. O uso de fantoches e figurinos podem chamar a atenção, incentivando a concentração. CUIDADO AO TOCAR, FALAR ALTO OU GESTICULAR: Apesar de um bom método para cativar a atenção da criança, tocar e/ou gesticular em excesso, principalmente quando acompanhado de fala em alto tom, pode ser muito problemático. Por isso, lembre-se sempre de que ela pode ter hipersensibilidade à toque e barulho, priorize gestos suaves e fala mansa. EM CASOS DE SUSTO, AJUDE: Primeiramente, descubra o que a assustou e, em seguida, afaste a criança para eliminar esse estímulo. Esteja atento se a criança se sacudir ou fazer algo que possa machucar. APRESENTE UM PET: Cães, gatos e outros animais de estimação podem ser grandes aliados na hora de compreender uma criança autista. Neste contato, elas se sentem à vontade e isso pode estimular habilidades.
Autismo: qual a importância da intervenção precoce?

Os sintomas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) começam a se manifestar nos primeiros anos de vida da criança. Sendo o diagnóstico, muitas vezes, confirmado na idade pré-escolar. Mas é preciso analisar a particularidade de cada caso. Por se tratar de um espectro, cada criança dentro do TEA, apresenta sintomas de forma bem particular. Quando falamos em intervenção precoce, tendemos a associar às pessoas que apresentam determinadas características bem cedo e, que por isso, são acompanhadas por uma equipe multiprofissional, a fim de promover o ensino de habilidades, que alinhadas às estratégias, ajudam a criança naquilo que está dificultando sua inserção social. Afinal, isso seria o ideal, o adequado. Muitas vezes faz-se necessário trabalhar com estratégias para diminuição de comportamentos inadequados –irritabilidade, hipersensibilidade, agressividade, desconforto com mudança na rotina – isto é, barreiras comportamentais, que podem vir a dificultar o processo de aprendizagem da criança. Você vai perceber que pode ser difícil conter um problema comportamental que está em vigor faz dias ou, como na maioria dos casos, meses. Para isso, será preciso a análise funcional e o ensino de outros repertórios. Nesse caso, o acesso ao tratamento intensivo, com fundamentação e orientação científica, é a melhor solução. Mas, o que é a Terapia ABA? Basicamente, a Análise de Comportamento Aplicada trabalha no reforço de aspectos comportamentais positivos, utilizando ensino intensivo e individualizado de habilidades socialmente relevantes, que podem dar mais independência e qualidade de vida para pessoas autistas. Sendo a única com evidência científica suficiente para ser considerada eficaz, a intervenção baseada em ABA contribui para que sejam elaboradas estratégias que garantam uma boa resposta do aluno. Utilizar a ABA para o autismo requer diversos passos: Instruir. Garantir o sucesso do estudante em uma aprendizagem sem erros. Perceber alertas e/ou avisos de comportamentos desafiadores. Identificar a resposta do aluno. Em especial, se realizada por conta própria. Diminuir a frustração e aumentar a motivação. As habilidades são ensinadas na relação de um estudante com um terapeuta, que direciona uma instrução e fornece uma dica fundamentada na aprendizagem sem erros. Até que a criança realize com maestria a atividade, repete-se várias vezes, em diversos ambientes e situações. O estudante responde conforme os parâmetros de análise estabelecidos, o que torna necessário o acompanhamento intensivo, além de dedicação no planejamento e ensino. De forma geral, a grande maioria dos dados de cada caso são manualmente digitados, o que requer esforços para conversão em relatórios e gráficos de evolução. Já pensou em otimizar esses processos? Conheça nosso software para integrar e supervisionar sua terapia, consulte um dos nossos consultores AQUI.
4 desafios na gestão de equipes ABA

Que gerir uma clínica não é fácil, sabemos. E em uma clínica especializada em Análise de Comportamento Aplicada (ABA), tudo se intensifica. Isso porque a quantidade de profissionais para acompanhar uma criança dentro do espectro autista, é imensa. Supervisores, coordenadores e aplicadores… Ufa, a lista é enorme! E você, administrador da clínica, sabe bem disso. Para além de gerir toda a burocracia da empresa, você acima de todos, cumpre um papel desafiador: administrar equipes. Mas você sabe como superar os desafios dessa gestão, não é!? Não? A gente te responde como! A resposta foi dada por nossa startup. A bHave, unificando a intervenção ABA ao high tech, inseriu no mercado um software para gerenciar casos e equipes. Listamos abaixo 4 desafios que toda equipe ABA enfrenta e como nosso serviço de software pode solucioná-los: DESAFIO: ● Frustração com a quantidade de documentos a digitalizar; ● Gerenciar um grande volume de dados; ● Ter os dados atualizados para supervisão; ● Delegar e supervisionar funções. SOLUÇÃO NO bHave: ● Coleta de dados no App e resultados na Web; ● Armazenamento On Cloud e visualização dos resultados online; ● Conecta a equipe e gera gráficos sincronizados; ● Organização dos membros da equipe de acordo com as suas funções. Se você quer inovar e potencializar as intervenções da sua equipe, entre em contato com nosso consultor e realize um teste AQUI.
Como melhorar a terapia ABA usando serviço de software?

Você, terapeuta ABA, já se perguntou: “Como posso otimizar meu atendimento?” Não é? Foi a partir desse questionamento que terapeutas que atuam com intervenção baseada em Análise do Comportamento Aplicada, também conhecida como Terapia ABA, e profissionais de outros nichos que compõem o bHave, passaram a estudar a fundo os processos burocráticos e gerenciais do atendimento. Folhas de registro, coleta de dados, transcrição e digitalização manual dos resultados, e criação de gráficos de desempenho, atividades comuns no seu dia a dia e, que sobretudo demandam bastante tempo, foram unificados em um serviço de software. Além de contar com gráficos automáticos, ainda é possível economizar 80% do tempo na preparação de materiais, conforme demonstra a tabela a seguir: Comparativo de tempo dedicado a 1 programa de ensino de 1 estudante durante 1 mês, demonstra uma economia de – 80% do tempo. A partir de estudo realizado pela Associação para a Ciência do Tratamento do Autismo, nos Estados Unidos, a Terapia ABA passa a ser a única terapia com evidência científica comprovada no tratamento do TEA. Com o uso do software bHave tal eficácia é potencializada, em especial, se considerarmos a significativa economia de tempo nos procedimentos terapêuticos. Nas várias etapas de ensino e no acompanhamento da evolução de atendidos, o implemento do software bHave potencializou as análises e auxiliou terapeutas e clínicas na gestão dos casos e equipes. Mas como o bHave otimiza a terapia ABA? Realiza os registros do atendimento pelo App; Promove agilidade na coleta e armazenamento de dados; Mantém no histórico os resultados de atendimentos; Elimina o tempo gasto na transcrição e digitalização manual de dados; Conecta membros da equipe com dados sincronizados. Com o bHave, você profissional da Análise do Comportamento Aplicada pode realizar o atendimento mesmo estando offline e ter a facilidade de acessar todas as pastas de seus estudantes em seu celular. Contate um de nossos profissionais e agende sua demonstração, clicando AQUI.
Vacinas não causam autismo

Um dos problemas que enfrentamos atualmente é a criação e disseminação das “Fake News”, notícias falsas que possuem o objetivo de confundir a população e criar algum estado de pânico; raiva, revolta ou algum outro sentimento, na maioria das vezes negativo. Esse tipo de notícia falsa pode ser criada de forma direta ou indireta e mesmo sem a intenção de causar nenhum dos sentimentos negativos que falamos anteriormente; o responsável por criar esse tipo de notícia pode responder judicialmente por isso. Antes mesmo do termo “Fake News” começar a se tornar uma expressão de conhecimento do grande público; já se espalhavam notícias falsas. É sobre uma delas que vamos falar agora. Entenda o caso Em 26 de fevereiro de 1998, o médico britânico Andrew Wakefield publicou na prestigiada revista “The Lancet” um estudo no qual ele afirmava que quando a vacina tríplice (ou MMR, essa vacina previne sarampo, rubéola e caxumba); era aplicada em crianças elas causavam autismo. Além disso, as crianças que foram analisadas na pesquisa sofriam com uma grave inflamação intestinal além de manter no corpo das crianças o vírus do sarampo. Na pesquisa de Wakefield, ele dizia que a vacina tríplice continha o vírus do sarampo em sua composição, por isso as crianças sofriam com as inflamações intestinais; elas acarretariam em uma inflamação no cérebro e acabaria causando o autismo. Apesar dele e de sua equipe reconhecerem que essa ligação entre a vacina e esses “danos colaterais” poderia ser apenas um “vínculo casual”; os efeitos da pesquisa foram pesados, já que foi registrado uma diminuição enorme no número de vacinas MMR aplicadas no Reino Unido e no mundo. Os problemas da pesquisa Antes mesmo de que se descobrisse a farsa da pesquisa de Wakefield, já era possível perceber algumas falhas durante a construção da pesquisa. Por exemplo, o corpus analisado na pesquisa foi de apenas 12 crianças. Isso mesmo, apenas doze. Uma quantidade muito pequena, se pensarmos que se tratava de um tema tão complexo. Quando o histórico das crianças começou a ser analisado; se constatou que três das doze crianças nem eram autistas e que cinco delas já tinham o gene do autismo antes mesmo de receberem a vacina. Outros problemas foram encontrados ao longo da investigação acerca do estudo de Wakefield. Alguns anos depois se descobriu que o doutor recebeu um pouco mais de 700 mil dólares, vindos de advogados e de famílias de algumas das crianças que foram pesquisadas; eles pretendiam processar as empresas farmacêuticas pelos “danos” que foram causados as crianças por conta da vacina. Também se descobriu através de um dos integrantes da equipe de Wakefield que a vacina não tinha o vírus do sarampo, como o estudo tinha afirmado anteriormente. Em 2010, Wakefield foi julgado pelo Conselho Geral de Medicina do Reino Unido, onde ele foi considerado como “inapto para exercer a profissão”; perdendo seu registro médico. Além disso, a revista “The Lancet” pediu desculpas formais pela publicação do estudo.
O Estado deve garantir o tratamento de autistas

Infelizmente, nosso país sofre com inúmeros problemas estruturais que impedem o Estado de fornecer e manter serviços que são cruciais a toda população. Uma das áreas que mais sofrem com essa falta de estrutura é a saúde. Quem tem filhos dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) conhece de perto o sofrimento que é depender do serviço público para conseguir um tratamento efetivo e baseado em evidências científicas. Por isso, tem se tornado comum as ações judiciais para garantir o direito e, consequentemente, acesso de pessoas diagnosticadas com TEA à serviços de saúde de qualidade. É sobre uma dessas decisões que falaremos a seguir. Entenda o caso O juiz Roniclay Alves de Morais, atuante da 4a Vara de Feitos das Fazendas e Registros Públicos de Palmas, capital do estado do Tocantins; determinou que o Estado fornecesse tratamento específico a uma criança dentro do Transtorno do Espectro Autista. De acordo com o laudo médico, a criança está em um quadro que é considerado severo, necessitando inclusive de um de tratamento baseado em terapia comportamental. Durante o processo, o Estado alegou que não possuía recursos suficientes para realizar o tratamento; e que o Sistema Único de Saúde (SUS) não teria condições de oferecer tal serviço. Mesmo com tal posicionamento do Estado, o juiz decidiu que deveriam ser disponibilizados meios para que o tratamento pudesse ser realizado, e ainda afirmou que “não há como afastar o direito à saúde dos direitos fundamentais, sob pena de negarmos ao cidadão o direito à vida”. A setença do juiz fora baseada na decisão do laudo médico, que recomenda a mudança do tratamento da criança; uma vez que não haja alteração do tipo de intervenção, a criança sofreria com regressões neurológicas e dificuldades contínuas nas interações sociais. Para este caso específico, o Estado do Tocantins teve um prazo máximo de 30 dias para fornecer ao paciente a terapia intensiva baseada em Análise do Comportamento Aplicada (ABA); sob pena de bloqueio dos cofres públicos caso a decisão não fosse respeitada. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.Para ler a decisão do juiz Roniclay Alves de Morais na íntegra, clique aqui.